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Nos Blogs estão informações dos bastidores do Cuiabá Arsenal.
As aulas serão ministradas pelo árbitro mato-grossense, Thiago Zys, que faz parte do quadro da Associação de Futebol Americano do Brasil (Afab) e do Conselho Nacional de Arbitragem (CNA)
O curso de arbitragem para futebol americano que será realizado no próximo fim de semana (21 e 22), em Cuiabá, ainda tem vagas. Os interessados devem fazer a inscrição pelo site do Cuiabá Arsenal (http://www.cuiabaarsenal.com.br/curso-arbitragem.html). O curso será ministrado pelo árbitro, Thiago Zys, que faz parte do quadro da Associação de Futebol
Americano do Brasil (Afab) e do Conselho Nacional de Arbitragem. De acordo com ele, essa é uma grande oportunidade para aprender um pouco mais sobre o esporte e buscar uma nova profissão. “É uma ótima opção para pessoas que, como eu, gostam do esporte, mas não o praticam”, afirma.
Para o curso, Zys vai utilizar o material de apoio de Marcelo Sampaio que é o diretor de arbitragem do Torneio Touchdown. Os alunos irão aprender sobre as regras do esporte, posicionamento em campo e quais as responsabilidades de cada árbitro. “Muitas pessoas acreditam que conhecem as regras só por assistir a jogos, mas na verdade não conhecem tão bem assim”, explica o árbitro.
Para ele, a qualidade da arbitragem brasileira no fatebol americano já está em um nível muito bom, mas ainda pode ser aprimorada. O árbitro mato-grossense estará nos próximos dias 4 e 5 de junho participando da Clínica Internacional de Regras e Arbitragem de Futebol Americano realizada em Guarulhos (SP). O evento terá a participação do juiz de futebol americano universitário desde 1994 e consultor de arbitragem da USA Football (grupo chancelado pela NFL Youth Foundation), Bill LeMonnier. “Estamos trabalhando para melhorar cada vez mais e essa clínica com um árbitro com tanta experiência será um passo importante nesse aprimoramento”.
Zyz explica que qualquer pessoa, indiferente do gênero, pode realizar o curso e começar a carreira de árbitro, desde que tenha um conhecimento básico de como é o jogo de futebol americano e muita boa vontade. “A arbitragem não requer somente um conhecimento grande das regras, como uma capacidade maior ainda para lidar com pessoas. Depende da vontade e determinação de cada aluno”.
Em relação ao mercado de trabalho, o palestrante explica que a atuação segue a mesma linha do futebol tradicional. Em um primeiro momento os formandos atuarão em jogos locais e, conforme forem se destacando, podem ser escalados para arbitrar jogos em outros estados.
Curso
As aulas teóricas acontecem no auditório do estacionamento da Unic. Dia 21, das 8h às 12h e das 14h às 18h e dia 22 das 8h às 12 h. No dia 22 das 14 às 18 horas a aula será prática no Sesi - Várzea Grande, quando os alunos irão apitar uma partida de demonstração da equipe do Cuiabá Arsenal.
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Caroline Pilz Pinnow
Informamos que as duas matérias divulgadas pela assessoria de imprensa do Cuiabá Arsenal respectivamente sexta-feira (13) e ontem (16), com os títulos “Cuiabá sedia amistoso internacional” e “Arsenal enfrenta Los Felinos em amistoso internacional” contém um erro. Dissemos que a partida entre Arsenal e o time chileno Los Felinos é o primeiro jogo internacional realizado com uma equipe brasileira. Corrigindo: O primeiro jogo internacional realizado por uma equipe brasileira foi à partida entre Emperadores e Crocodiles, em Montevidéu, em 2008. O Arsenal sente pelo equívoco e irá produzir uma nova matéria com a informação correta.
Crocodiles x Emperadores: O jogo que marcou a história do Futebol Americano
Há quase 3 anos, quando o Futebol Americano começava a ser reconhecido no Brasil, o Barigui Crocodiles, até então com 5 anos de existência, fazia uma das mais marcantes viagens para disputar uma partida. Na noite de quinta-feira, dia 11 de dezembro de 2008, o time embarcava no ônibus que levaria a equipe a Montevidéu no Uruguai onde enfrentaria os campeões da Liga Uruguaia de Futebol Americano (LUFA): os Emperadores. Aquela era a primeira vez que uma equipe brasileira realizava uma partida com uma equipe de outro país.
Para os jogadores do Crocodiles a expectativa era muito grande, só que a ansiedade pela chegada não fez passar mais rápido as 30 horas que distanciavam Curitiba de Montevidéu. Além do cansaço, alguns problemas também dificultaram o percurso, um deles foi à documentação. Alguns jogadores equivocadamente levaram outro documento que não a identidade, o que causou uma paralisação bem longa na fronteira entre Brasil e Uruguai. Para piorar, o ônibus que deveria chegar na sexta-feira, conseguiu adentrar Montevidéu apenas na manhã de sábado.
Poucos, que foram de avião, por causa de compromissos de trabalho, chegaram mais “inteiros”, só que a maioria estava literalmente “moído”. Mesmo assim, eles dispensaram a mordomia no hotel para conhecer a cidade fria. “Apesar do tempo curto, conhecemos alguns pontos turístico e almoçamos no famoso Mercado do Porto. Montevidéu é uma cidade muito bonita e agradável”, lembra o jogador Fábio Naldino, um dos três fundadores do Crocodiles, que marcou presença naquela partida.
O jogo
Era fim de tarde do dia 13 de dezembro de 2008 quando o Crocodiles pisou o gramado do campo da Base Aérea em Montevideo, a surpresa veio na música brasileira que tocou para recepcioná-los. O campo estava pintado com as marcações do futebol americano e traves no formato em “Y”. No apito, 6 juízes da liga uruguaia. Em relação ao gramado nenhuma novidade, já aos times... Os Emperadores eram os campeões da liga e tinham equipamentos completos. Os Crocodiles, embora com um bom tempo de treinos, tinham uma equipe reduzida e estavam em sua segunda partida full pads da história do time, além do mais, eles ensaiavam seus primeiros passos naquela modalidade que era totalmente diferente.
“Quando à partida começou, o Emperadores mostrou toda sua superioridade, o que já era esperado”, conta Naldino. O resultado foi de 44 contra 6 para o time da casa. O destaque do jogo foi Mullet que mostrou toda a raça em campo em uma época onde o time brasileiro ainda tinha muito a evoluir e aprender. “Mesmo perdendo, o grupo estava muito satisfeito, pois a experiência que adquirimos foi muito válida para evoluirmos dentro de campo, para o amadurecimento e também para que pudéssemos estabelecer um parâmetro do nível que gostaríamos de chegar”, recorda.
De tudo que passaram, Naldino diz que o mais marcante foi o carinho da recepção uruguaia. “Não houve nenhuma tentativa de criar um clima de intimidação. Eles queriam era nos fazer sentir à vontade e estavam agradecidos por termos ido até lá para enfrentá-los. Cederam ótimos vestiários, emprestaram equipamentos para alguns atletas nossos que ainda não possuíam completo (lá o equipamentos são de posse da liga uruguaia e ela empresta aos atletas para os jogos) e ao final da partida nos entregaram uma placa de agradecimento pelo jogo e tiramos a foto com todos os jogadores unidos”.
A história daquele jogo não ficou apenas guardada na memória de quem esteve lá, mas é usada até hoje para mostrar aos novatos os detalhes aprendidos com o adversário. “Foi uma grande experiência e sempre fazemos questão de recomendar aos demais times, que se tiverem condições e empenho devem ir até lá. Valeu muito à pena seja para conhecer a cidade, como para buscar novas idéias dentro do futebol”.
Como um marco no futebol americano o jogo entre Crocodiles x Emperadores deixou saudade e um desejo de revanche. “Houveram até negociações para uma segunda partida, mas infelizmente ela nunca aconteceu. Quem sabe no futuro, assim poderemos retribuir o tratamento que recebemos lá. E quem sabe desta vez vencê-los”, idealiza o jogador.
Vídeo do único TD no jogo : http://www.youtube.com/watch?v=AbGPfm0SYW4
Clipe da partida : http://www.youtube.com/watch?v=2swNorR3fUs
Los Felinos x Arsenal
Depois do Crocodiles, nenhum outro time se aventurou a jogar com alguma equipe de outro país. Apenas esse ano, o Arsenal em uma atitude ousada, resolveu enviar o convite a equipe chilena Los Felinos de La Flórida que toparam o desafio. Eles vão viajar de ônibus 50 horas para estar em Cuiabá em 2 de julho e jogar o amistoso às 20 horas no Estádio Eurico Gaspar Dutra (Dutrinha). Ao exemplo dos Crocodiles a equipe cuiabana busca com esse amistoso a experiência para tentar o bi-campeonato na temporada 2011 da Liga Brasileira de Futebol Americano e, mais do que isso, buscar a primeira vitória da história do esporte no Brasil contra uma equipe estrangeira.
Da Assessoria.
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